Planes of Existence: Lorwyn/Shadowmoor

Posted in Feature on 25 de Julho de 2008

By Wizards of the Coast

Lorwyn

Lorwyn é um mundo idílico de contos de fada, onde raças de fábulas florescem num perpétuo verão. O plano é coberto de densas florestas, rios serpenteantes e prados acariciados pelo vento. O sol jamais chega a aprofundar-se no horizonte, e o inverno é totalmente desconhecido.

Mas isso não quer dizer que não haja conflitos em Lorwyn. Suas raças também têm suas brigas e discussões, algumas isoladas, outras já antigas. Lorwyn é um dos poucos planos sem humanos, mas existem muitas outras raças para preencher essa lacuna. Na remota cidade de Burrenton, por exemplo, os pequenos kithkins enfrentam a invasão da comunidade vizinha dos flamíneos. Os flamíneos provavelmente são a raça menos à vontade em Lorwyn. Seu fogo natural é visto como uma ameaça pelos outros, que são receosos quanto a sua natureza impulsiva e seu temperamento explosivo.

No distante Vale de Porringer, gangues de papões escondem-se nos bosques dos ents para criar confusão e roubar "souvenirs" dos passantes. Os papões são ávidos por sensações, sempre em busca de novos sabores, cheiros e experiências. Cada vilarejo papão visita o outro durante os "banquetes de solapé", uma ocasião para compartilhar as experiências acumuladas por outros vilarejos.

Conforme essas disputas continuam, os sirenídeos, os tritões dos rios de Lorwyn, atuam como diplomatas, mensageiros e comerciantes para as outras raças. Eles usam os canais e poços subterrâneos como meios de comunicação, e como os sirenídeos são inteligentes e gentis, geralmente conseguem levar a melhor nas negociações.

E do mesmo modo que os sirenídeos são os comerciantes de Lorwyn, os gigantes são seus árbitros e conselheiros. Os gigantes iconoclastas e territoriais vagam livremente por Lorwyn, detendo-se apenas de vez em quando para se ocupar dos problemas e reclamações do povo pequeno. Durante o restante do tempo, estão dormindo ou brigando entre si.

Porém, dentre todos os habitantes de Lorwyn, os elfos são os mais queridos e mais temidos. Num mundo de natureza imaculada e florestas exuberantes, os elfos acreditam ser os paradigmas da beleza natural. Os sinais da supremacia élfica estão por toda parte neste mundo, desde seus palácios de florestas douradas à sua impiedade com relação às outras raças "inferiores". Apesar do domínio élfico, o povo de Lorwyn vive de sua comunidade e de suas tradições, e provavelmente da ajuda de algum poder invisível.

As fadas estão por toda parte em Lorwyn, como abelhas coletando pólen. Embora essas criaturinhas caprichosas e travessas pareçam ser imprevisíveis, elas são todas orientadas pelos desejos de Oona, a rainha das fadinas. Dizem que é a magia de Oona que mantém Lorwyn em seu eterno verão, mas poucos chegaram a vê-la. Seu trono, o Vale de Elendra, é um lugar meio mítico que poucos, além das fadinas, já viram.

Lorwyn é antiga e verdejante, seus processos naturais arraigados em ciclos familiares. Por exemplo, a cada ano, por inúmeras décadas, na cidade kithkin de Kinsbaile, acontece o Festival de Contos, um encontro para contar histórias e divertir-se antes do fenômeno da Aurora, um espetáculo anual de luzes no céu poente. Mas algumas auroras duram mais que outras. Num longo ciclo que somente a rainha das fadinas Oona é capaz de compreender, uma aurora pode causar uma transformação total do plano de Lorwyn. Após esse fenômeno, o que resta do plano passa a se chamar Pântano Sombrio, um mundo de sombras eternas.

Pântano Sombrio

Pântano Sombrio é um plano que vive um crepúsculo eterno, onde o sol nunca nasce e estranhas luzes emanam de fontes invisíveis. Este plano é o oposto de Lorwyn. Lorwyn vive um idílico verão, mas Pântano Sombrio está aprisionado num estado de sombria escuridão crepuscular. Enquanto as raças de Lorwyn lutam por territórios e propriedades, as raças de Pântano Sombrio encontram-se aprisionadas numa eterna batalha entre a vida e a morte, lutando pela sua sobrevivência.

Assim como em Lorwyn, não há humanos em Pântano Sombrio. Entretanto, muitas das raças de Lorwyn continuam a existir em Pântano Sombrio... mas assim como o próprio plano, elas também são transformadas em versões sombrias de si mesmas.

Os kithkin, que antes viviam num clima de comunidade e cooperação, tornam-se solitários e xenófobos em Pântano Sombrio. Eles vivem dentro de cidades muradas, afugentam os estranhos e atacam aqueles que chegam perto demais. Os outrora eloqüentes sirenídeos são assassinos e sabotadores em Pântano Sombrio. Eles usam suas vias fluviais para mover-se rapidamente de uma vítima à outra, sempre prontos para afogar e saquear os seres terrestres. Do mesmo modo, os papões, antes travessos e hedonistas, são violentos e belicosos em Pântano Sombrio. Seus interesses passaram da curiosidade à pilhagem e de roubar tortas a roubar bebês.

Os maiores habitantes do mundo, os gigantes e os ents, também sofreram alterações. Os ents de Pântano Sombrio são criaturas enegrecidas, doentias e assassinas. E quando despertam de sua longa hibernação, os gigantes são terríveis seres enfurecidos que carregam enormes pedaços de terra com seus corpos.

A transformação dos flamíneos talvez seja a mais dramática — e trágica. Seu fogo, que um dia ardeu intensamente, foi extinto, e eles foram reduzidos aos seres esqueléticos e fumegantes chamados cinzeríneos. Em Lorwyn, eles buscavam uma transcendência emocional, mas em Pântano Sombrio eles buscam apenas satisfazer sua malevolência e sua necessidade de vingança.

Os soberbos e orgulhosos elfos de Lorwyn tornaram-se figuras humildes mas heróicas em Pântano Sombrio. Enquanto os elfos de Lorwyn julgavam e subjugavam os outros, os elfos de Pântano Sombrio são a última esperança do mundo — caçadores e protetores da beleza e da luz num lugar escuro e feio.

Somente uma raça e um lugar permanecem inalterados quando a Grande Aurora transforma Lorwyn em Pântano Sombrio: as fadas e seu lar, o Vale de Elendra. As fadinas são o fulcro deste plano em transformação, pois foi sua rainha, Oona, quem criou a Aurora.

Houve um tempo em que Lorwyn tinha estações anuais e estava "em equilíbrio". Foi Oona quem buscou mais influência e controle sobre o mundo. A partir de seu vale secreto, ela teceu uma teia de inúmeras mágicas poderosas que lhe dariam mais poder sobre Lorwyn. Mas conforme os feitiços de Oona sobre o plano se tornavam mais complexos, o mundo entrava em desequilíbrio. A própria natureza dos habitantes, objetos e lugares do plano começaram a despedaçar-se, desenvolvendo existências duplas do tipo "o médico e o monstro".

Em vez de arriscar perder seu poder sobre Lorwyn, Oona criou glamires ainda mais poderosos para estabilizar o plano. Com o passar do tempo, ela atingiu seu objetivo. As estações instáveis de Lorwyn transformaram-se em intervalos regulares de verões longos, quentes e ensolarados e outonos longos, escuros e assustadores. Mas tudo isso custou muito caro ao plano. Em primeiro lugar, cada intervalo passou a ter uma duração de quase três séculos. E em segundo lugar, a cada mudança de Lorwyn para Pântano Sombrio, os habitantes do plano perdem qualquer consciência de sua existência anterior.

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